segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Método Harvard

No mundo das Negociações Empresariais existe um ditado: " Cada Negociação é uma Negociação", aqui podemos perceber que as pessoas e interesses envolvidaos pode ser diferentes ou o contexto é diferente, ou os objetivos são diferentes.Existem vários métodos e enfoques para conduzir e facilitar processos de negociação. Um dos mais famosos é o Método Harvard, divulgado no livro " Getting a Yes", ou, com o título em português, como chegar ao sim, de Roger Fisher, Willian Hury e Bruce Patton.
Aqui poderemos ver em detalhes esse método tão famoso nos 4 pontos fundamentais:
“Pessoas: Em uma estratégia de negociação deve-se procurar separar as pessoas do cerne da negociação.
Na resolução de impasses é muito comum, ou por incompreensão, ou por contrariedade, ou mesmo por falta de atenção ou respeito da outra parte, o trâmite ser levado para o lado pessoal o que, além de elevar o estresse geral, prejudicará o senso de avaliação, a condução e a estratégia do processo de negociação.
Deve-se focar nos interesses mútuos e não procurar manter um posicionamento rígido na negociação. Em casos de divergência, procurar revisar opiniões, procurar, com a outra parte, clarificar pontos, compreender o outro lado por meio de perguntas ou pedindo ajuda, e manter sempre a razão sobre a emoção.
Procurar, sempre, manter a negociação em critérios objetivos e pragmáticos, para que não se divirja para posicionamentos e fatores subjetivos os quais dificultarão a definição do resultado da negociação, prolongarão o processo, e portanto os acordos ficarão mais nublosos e difíceis de equacionar.
Interesses:Interesse é o resultado que se quer obter com a negociação. Posição é a decisão adotada em conformidade com os interesses. Para cada interesse tem-se várias posições. Como se negocia para atender aos interesses, e a negociação - uma das definições – é o uso de poder, tempo e informação, logo, deve-se aperfeiçoar ao máximo o processo de negociação.
Para tal deve-se ser específico nos pontos negociais, deve-se reconhecer o interesse da outra parte e transparecer isso, deve-se manter o rigor no processo e os critérios objetivos e a negociação por princípios mas, no entanto, também se deve ser afável e educado com a outra parte, e ter espírito construtivo, observar sempre para frente, o sucesso e o acordo na negociação, e mal entendidos e entraves, já passados, não devem ser empecilhos para levar a negociação a bom término.
No caso de entraves, procurar o porquê, para identificar as razões; sugerir alternativas com o porquê não? Discutir outras opções com um: e se? Procurar envolver a outra parte com algo como: qual seria a sua sugestão? Em vez de confrontar, procurar entender a outra parte com alguma pergunta do tipo: porque deveríamos proceder assim?
Opções:Antes de se iniciar o processo de negociação já devem ter sido estudadas várias alternativas ou opções. Como já dito, deve-se observar os interesses de todos os envolvidos para obter-se uma negociação equilibrada e evitar que alguma das partes saia com o sentimento de frustração da negociação.
O que prejudica essa busca de opções com ganho mútuo pode se a busca de resposta única, ou algum julgamento prematuro, ou analisar só os interesses de um das partes ou, ainda, acreditar na existência de jogo com soma zero, que se alguma parte ganha, a outra tem que perder.
Na resposta única, a negociação tende para o impasse pela falta de opções, pela falta de espírito de criar novas alternativas. No julgamento prematuro, são eliminadas alternativas sem sua correta avaliação. Observar só os próprios interesses causará, com grande probabilidade, dificuldades no processo de negociação. No jogo de soma zero, o foco deve ser nos benefícios mútuos e não em perdas e ganhos.
Critérios:A definição de critérios objetivos é fundamental para a negociação e para que se possa utilizar o método de Harvard, porque o método é baseado em princípios e se os critérios não forem claros, a imparcialidade e eficiência serão prejudicadas, e a possibilidade de um acordo eficiente, amistoso e sensato estará em risco.
Um dos sentimentos mais comuns que provoca um desacordo é a sensação de que o que está sendo proposto não é justo. Logo, todos os pontos devem ser claros e não pairar dúvidas. O ideal, é que sejam visivelmente justos, imparciais e facilmente aceitos por todos, facilmente compreensíveis e, também, aplicáveis.
Na sua elaboração ter em mente o equilíbrio e a imparcialidade, estar aberto para diferentes formatos e não ceder a pressões no que diz respeito aos princípios.
Se os critérios forem objetivos, claros e imparciais, a negociação é facilitada, o estresse é reduzido, preserva-se o relacionamento e possibilita-se futuros negócios”

Por:Mario Luis Tavares Ferreira

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

10 Dicas de Negociação


Caros Amigos,

Segue algumas dicas para uma Boa Negociação além de ler você pode exercitar em seu dia a dia no trabalho ou em sua vida pessoal, como disse uma aluna do Curso da FGVOnline que estou ministrando, "para dar certo imprima e utilize".


  1. dedicar tempo ao planejamento e à revisão da negociação. Está comprovado que isso aumenta sua probabilidade de sucesso;

  2. avalie as alternativas que você tem, caso não feche o acordo principal;

  3. avalie as alternativas que a outra parte tem, caso não feche o acordo com você.

  4. identifique o grau de importância de cada questão a ser negociada, para você e para a outra parte;

  5. avalie o que é melhor para você, fazer ou não o acordo;

  6. evite listas rígidas de questões a serem negociadas;

  7. considere um amplo leque de saídas ou opções de ação, especialmente as que possam ser levadas em conta pela outra parte;

  8. de três vezes mais atenção aos pontos em comum do que às áreas de conflito em potencial.

  9. preste mais atenção nas implicações a longo prazo de cada assunto;

  10. identifique os assuntos principais e faça planos para cada um, separadamente, em lugar de passos fixados em sequëncia.
Os negociadores comuns confiam na sequência ou na trilha do planejamento fixo. Por exemplo: primeiro vou trazer à tona A, que levara a B, e eu fecherei com C. O problema do planejamento em sequência é que, se a outra parte quiser começar com C ou D, o negociador comum terá perdido plano. Em algumas situações, a sequência ou a própria agenda são assunto para negociação.

O que acharam das dicas?

Emoção e Razão em Negociação

O negociador deve sempre estar atento e observar o perfil com quem ele vai negociar. Se for uma pessoa rápida ou lenta, se lida mais com a razão ou com a emoção.
O ser humano é dotado de razão e emoção. O tempo todo a razão e a emoção estão presentes na nossa forma de agir e pensar. Mas, o equilíbrio entre estas duas forças, que nos movem ou nos paralisam, porém esse equilíbrio, nem sempre acontece. Existem situações em que estamos 100% suscetíveis às emoções. São momentos em que, por algum desconforto, precisamos de satisfação em curto prazo, aí esta o perigo de só usar a emoção em uma negociação.
Por melhor preparado que um negociador esteja a nível racional, uma vez iniciadas as negociações vê-se confrontado com reações emocionais — suas e do interlocutor — que podem pôr em perigo um acordo mútuo. Por estes motivos, acredito que sempre em uma negociação a razão e a emoção devem ser colocadas em prática de acordo com a necessidade da ocasião, porém devem ser utilizadas em conjunto.
Como Usar as Emoções para Negociar, Roger Fisher e Daniel Shapiro, directores do Projecto Negocial de Harvard, fornecem os instrumentos necessários para controlar e neutralizar sentimentos de modo a concluir com provável sucesso o processo de negociação.
Para esse efeito, os autores identificam as cinco emoções chave (ou preocupações essenciais) comuns a qualquer pessoa durante uma negociação, e mostram como trabalhá-las:
  1. O Apreço (é preciso valorizar o interlocutor),
  2. A Filiação (devemos estabelecer com ele uma ligação emocional),
  3. A Autonomia (deixá-lo sentir que controla a situação),
  4. O Estatuto (reconhecer a validade do seu ponto de vista) e
  5. O Papel (envolvê-lo no processo).

Ciente das cinco emoções chave, o negociador poderá reagir de forma mais rápida e ponderada a qualquer emoção negativa que surja durante o processo de negociação.

Um grande abraço, deixe seus comentários sobre o assunto!!!