domingo, 24 de maio de 2009

Dicas de Sucesso para a Criatividade


1. Curiosidade
Criatividade requer uma disposição permanente para investigar, procurar entender e obter novas informações sobre as coisas que nos cercam. Para se tornar uma pessoa mais criativa você deve aprender a perguntar “por quê?” e “e se…?” e incorporar estas perguntas ao seu modo de vida. Infelizmente, com a maturidade perdemos aquela atitude inquisitiva da infância, quando não dávamos trégua aos nossos pais, querendo saber o porquê sobre tudo. Faz-se necessário estimular a volta desta curiosidade natural, anulada pela escola, pela família e pelas empresas.
2. Confrontando desafios
As pessoas criativas não fogem dos desafios mas os enfrentam perguntando “como eu posso superar isto?”. Elas têm uma atitude positiva e vêem em cada problema uma oportunidade de exercitar a criatividade e conceber algo novo e valioso.
3. Descontentamento construtivo
As pessoas criativas têm uma percepção aguda do que está errado no ambiente em volta delas. Contudo, elas têm uma atitude positiva a respeito desta percepção e não se deixam abater pelas coisas erradas. Ao contrário, elas transformam este descontentamento em motivação para fazer algo construtivo. Santos Dumont era um entusiasta dos balões mas não estava satisfeito com suas limitações e não descansou até inventar uma aeronave dirigível.
4. Mente aberta
Criatividade requer uma mente receptiva e disposta a examinar novas idéias e fatos. As pessoas criativas têm consciência e procuram se livrardos preconceitos, suposições e outros
bloqueios mentais que podem limitar o raciocínio. Quem vê um celular apenas como um telefone, jamais pensaria em agregar ao aparelho outras utilidades como fotografia, GPS, e-mail e MP3.
5. Flexibilidade
As pessoas muito criativas são hábeis em adotar diferentes abordagens na solução de um problema. Elas sabem combinar idéias, estabelecer conexões inusitadas e gerar muitas soluções potenciais. Elas adoram olhar as coisas sob diferentes perspectivas e gerar muitas idéias.
6. Suspensão do julgamento
Imaginar e criticar ao mesmo tempo, é como dirigir com o pé no freio. As pessoas criativas sabem que há um tempo para desenvolver idéias e outro para julgá-las. Elas têm consciência que toda idéia nasce frágil e precisa de tempo para maturar e revelar seu valor e utilidade antes de ser submetida ao julgamento.
7. Síntese
Olhe as árvores, sem perder a visão da floresta. A capacidade de se concentrar nos detalhes sem perder de vista o todo é uma habilidade fundamental das pessoas criativas. A visão do todo lhe dá os caminhos para estabelecer conexões entre informações e idéias aparentemente desconexas.
8. Otimismo
Henry Ford resumiu bem as conseqüências de nossas atitudes: Seja acreditando que você pode, seja que não pode, você estará provavelmente certo. Pessoas que acreditam que um problema pode ser resolvido acabam por encontrar uma solução. Para elas nenhum desafio é tão grande que não possa ser enfrentado e nenhum problema tão difícil que não possa ser solucionado.
9. Perseverança
As pessoas muito criativas não desistem facilmente de seus objetivos e persistem na busca de soluções, mesmo quando o caminho se mostra longo e os obstáculos parecem intransponíveis. Com muita freqüência, a procura de uma solução criativa requer determinação e paciência. Ouçamos o Professor Sir Harold Kroto, prêmio Nobel de Química: Nove entre dez de meus experimentos falham, e isto é considerado um resultado muito bom entre os cientistas.
10. Eterno aprendiz
Freqüentemente, a solução criativa nasce de combinações inusitadas, estabelecendo analogias e conexões entre idéias e objetos que não pareciam ter qualquer relação entre si. A matéria prima para estas analogias e conexões são os fatos observados e os conhecimentos e experiências anteriores que a pessoa traz consigo. É através de seu patrimônio cultural que cada pessoa pode dar seu toque de originalidade. Este patrimônio cultural nasce e se alimenta de uma atitude de insaciável curiosidade e de prazer em aprender coisas novas.
Quais destas atitudes mentais caracterizam sua maneira de lidar com seus desafios? Quais são seus pontos fortes? Quais atitudes você precisa desenvolver para fortalecer sua criatividade? Focalize naquelas que você considera essenciais para o aprimoramento de sua criatividade e prepare um plano de ação. Mas tenha sempre em mente que atitudes não são mudadas de um dia para outro. Isto requer disciplina, paciência e perseverança. Pode ser difícil, mas o prêmio é alto.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Por que dar feedback?
Quando feito de forma correta, o feedback é uma ferramenta imprescindível no seu arsenal de mentor. É uma ótima forma de aumentar a auto-confiança dos membros da equipe, ao mesmo tempo em que você destaca o aspecto integrado que o comportamento e o desempenho de uma pessoa tem em relação à toda a equipe.É através do feedback que você pode reconhecer e destacar a competência de um de seus colaboradores. Você também pode reforçar comportamentos efetivos ou ajudar ao colaborador a identificar que aspectos precisam de melhoria e ações corretivas. Ou seja, o feedback pode ser positivo ou negativo, mas para ser efetivo deve ter sempre um caráter construtivo e motivacional.
Os seguintes fatores devem ser observados durante o processo efetivo de se dar feedback:
. Disposição: Sempre verifique antes se a pessoa a quem se destina o feedback está disponível para recebê-lo. Feedbacks dados em momentos inadequados perdem todo o seu caráter construtivo e podem funcionar com o propósito inverso e acabar desmotivando e afastando ao invés de construindo e auxiliando.
· Tempo: Dê feedback sempre. O melhor momento para o feedback é imediatamente após a ocorrência do evento ou logo antes que o colaborador precise realizar uma tarefa. Não guarde o feedback apenas para os momentos de reuniões semanais ou de avaliações periódicas. Com o passar do tempo, as informações vão perdendo os detalhes e a relevância.
· Local: Feedbacks positivos podem ser dados em público, até mesmo como uma forma de reconhecimento amplo sobre alguma ação ou comportamento benéfico à equipe. É importantíssimo observar, porém que feedbacks negativos são sempre (sem qualquer exceção) dados em particular. Abordar publicamente uma questão negativa apenas deixa o receptor do feedback em modo defensivo e constrangido, destruindo qualquer caráter construtivo do feedback.

· Foco: Todo feedback efetivo foca sua atenção no comportamento e não na pessoa além de ser específico ao invés de genérico. O que, exatamente, a pessoa fez ou disse? Não aborde questões relativas à personalidade ou atitudes ou a qualquer coisa que "pareça". O feedback deve estar centrado em uma (e somente uma) questão específica, pontual e definida. Ter um foco claro aumenta consideravelmente a chance do feedback ser absorvido e compreendido.
· Prática: Organize suas idéias antes de dar o feedback. Tome nota dos principais pontos, em que ordem eles devem ser abordados e quais palavras-chave utilizar. Isto evita a criação de mal-entendidos e problemas de comunicação.
· Assuma o feedback: Deixe claro que o feedback dado é sob sua perspectiva. Ou seja, que é seu feedback a respeito de uma questão específica. Use expressões como "EU considero", "EU acredito" ou "EU penso". Isto mostra que você está expressando sua opinião a respeito da questão abordada e deixa claro que é possível haver outras opiniões a respeito do mesmo assunto. Além disso, assumir o feedback mostra que você está expressando seu ponto de vista sobre algo que você percebeu, e não que ouviu através de outras pessoas ou supôs.
· Pergunte: Demonstre seu interesse no caráter construtivo do feedback. Indagar sobre o que motivou um determinado comportamento ajuda a entender melhor a situação abordada e demonstra respeito e sensibilidade em relação à pessoa que está recebendo o feedback.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tomada de Decisões e o uso contínuo da Liderança


Líderes assumem responsabilidades.
Decidir seria bem mais fácil, se nos casos de falha pudéssemos sempre colocar a culpa nos outros. Quem nunca teve um chefe que, antes de tomar qualquer decisão, exigia manifestações por escrito sobre absolutamente tudo, e depois guardava verdadeiros dossiês, para ter em quem colocar a culpa caso o projeto não fosse bem-sucedido? E que ao se manifestar sobre qualquer assunto, primeiro citava todas as normas e regulamentos que determinavam que ele agisse exatamente da forma como agiu? Isto não é assumir a responsabilidade de liderar. Não pode nem mesmo ser chamado de liderar: o chefe acaba virando um despachante, um feitor, capataz de sua equipe - um nível hierárquico desnecessário e um risco permanente para a organização e para as pessoas cujos resultados dependem dele.
Líderes tomam decisões. Parece óbvio, mas quantas vezes você já teve que lidar com uma pessoa que está em posição de liderança, mas não é capaz de decidir nada? Ele adia, exige pareceres, faz consultas, e na prática decide apenas aquilo que alguma norma manda ele fazer, ou que ele tem condições de colocar a culpa em alguém, se der errado, ou pegar os créditos para si, se der certo.Em organizações é comum que as pessoas prefiram não tomar decisões, se não forem obrigadas. Elas preferem rotinas, mecanismos, regras e processos com resultados conhecidos. É há uma razão para isso: processos conhecidos e decisões mecânicas reduzem mesmo o stress e conduzem a resultados conhecidos, de forma mecânica e burocrática (no bom sentido weberiano). Entretanto, nem sempre as condições necessárias ao uso dos processos conhecidos estão disponíveis, e aí as decisões precisam ser tomadas. Dizem que o poder é de quem o exerce, mas a responsabilidade de decidir também é de quem lidera, e assim as mudanças disruptivas e urgentes precisam ser tratadas por *alguém*.
Líderes promovem a ação. Muita gente tem opiniões fortes sobre como resolver absolutamente qualquer problema, e mesmo assim os problemas delas continuam sem solução. Neste contexto, liderança significa também saber ir além, e de fato *fazer algo*. Líderes eficazes garantem que suas equipes resolverão os problemas, e líderes efetivos asseguram que ao resolver os problemas, o ambiente mudará de forma favorável aos seus objetivos. Se você quer ser um líder, precisa saber transformar suas metas em ações, aqui e agora, e em seguida tomar estas ações, ou inspirar a sua equipe a fazê-lo.
Líderes valorizam as suas equipes. Eles investem na formação de boas equipes, na obtenção dos recursos necessários, e na criação do clima organizacional adequado. Eles não têm medo de que algum dos integrantes de suas equipes possam tomar seu lugar: pelo contrário, eles estão constantemente formando 1 ou 2 substitutos, porque sabem que um verdadeiro líder sempre têm grandes chances de ser movido para desafios maiores em suas organizações. Eles dizem pouco “Eu” e muito “Nós”, e valorizam os pontos fortes de seus liderados. Um bom líder consegue incutir em cada membro da equipe a idéia de que as metas pelas quais eles estão trabalhando são deles mesmos, e não de alguma entidade abstrata e sem face. O verdadeiro líder confia na capacidade de decisão de sua equipe, e trabalha constantemente para ter condições de apenas definir a missão e as diretrizes, saindo então do caminho e deixando a equipe trabalhar.
E para completar: Líderes não acreditam cegamente em fórmulas prontas. Claro que isto não é uma licença para constantemente reinventar as bases de tudo: é preciso ter bom senso e uma perspectiva racional. Mas os mecanismos funcionais e práticas tradicionais têm seu lugar, e o líder precisa saber reconhecer a eventual necessidade de se desviar do caminho já trilhado. E é deste ponto que surgem as perguntas para os comentários deste artigo: que características adicionais você identifica nas figuras que considera verdadeiros líderes? E quais traços você acredita que eles deveriam trabalhar mais?